Sabe um daqueles dias em que as coisas estão ótimas e daí você recebe a triste notícia de que lembranças ruins vêm ao teu encontro? E não estou falando de sessão espírita não, é de linha telefônica mesmo. Estava preparando o almoço e só faltavam às batatas e cenouras que coloquei no vapor, depois de vaporizadas e cozidas fui cortar as benditas cenouras com o maior cuidado do mundo para não queimar as mãos. Mexia a faca pra lá o garfo pra acolá, a cenoura dançava o lago do cisne na tábua, sem contato entre minhas mãos e a filha da Apiaceae. Tocou o telefone.
Depois de atender e saber que um dos meus pesadelos ficaria a menos de 3 metros de mim por um breve período, voltei para o balcão da cozinha e em um momento a La Adorável Psicose continuei a cortar as cenouras em rodelas segurando-as diretamente com as mãos, e estavam quentes, desprezei o garfo, imaginem tinham sido recém retiradas do vapor e a bendita ligação não durou nem mesmo um minuto, não esfriou nada. Parece loucura, mas prefiro as cenouras quentes a suportar a ideia de enfrentar com caras e bocas pesadelos inoportunos.
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